Resenha: Battle Royale




Nota: as passagens desta resenha que contém spoilers estão demarcadas e o texto está em branco. Para lê-lo, basta selecionar todo o conteúdo entre as marcas [INÍCIO DO SPOILER] e [FIM DO SPOILER]

Em um país totalitário, o governo cria um programa anual em que uma turma do ensino fundamental é escolhido para participar de m jogo. Os estudantes são levados para uma área isolada, onde recebem um kit de sobrevivência com uma arma para se proteger e matar os concorrentes. Uma coleira rastreadora é presa no pescoço de cada um delas. O jogo só termina quando apenas um estudante restar vivo. Ao final do Programa, o vencedor é anunciado nos telejornais para todo o país. As regras do jogo foram criadas para que não haja uma forma de escapar. E a justificativa da matança é mostrar para a população como o ser humano pode ser cruel e como não podemos confiar em ninguém - nem mesmo nosso melhor amigo da escola.

Comecei a ler já tendo uma ideia do que se trata e sabendo que o autor não teria a menor piedade dos leitores. Até porque não teria como, considerando a história... Apesar de ter ouvido que o livro era muito bom, minha primeira impressão não foi das melhores. Logo no começo, há uma lista de chamada com os nomes de todos os 42 alunos personagens da história, que eu apenas bati os olhos.

Depois vem uma introdução, que explicou o conceito de Battle Royale (pessoas lutando até sobrar apenas uma pessoa em pé ou viva) e por fim o prólogo, de traz um clima de Jogos Vorazes que até é interessante. Mas então cheguei no primeiro capítulo e demorei dois dias para ler as três primeiras páginas. E não parou por aí: tive que voltar para o começo depois de apenas três páginas.

O primeiro capítulo dá um breve infodump, apresentando todos (ou quase todos) os 42 alunos. Como são nomes japoneses, para quem não está acostumado, é difícil registrá-los como indivíduos no meio de tanto nome e informação. E para piorar, ainda tem vários nomes muito parecidos! Pensa na dificuldade para associar nomes aos personagens. Foi por isso que recomecei a ler e anotei pequenas informações na lista de chamada do começo...

E esta lista me acompanhou durante toda a leitura. Quando o jogo realmente começou, eu a usei para acompanhar quem estava vivo, quem estava morto e, principalmente, QUEM ESTAVA MATANDO GERAL. Anotei cada morte ou informação nova  na lista (como quem estava agrupado com quem); provavelmente por isso a leitura foi fácil de acompanhar a partir daí (apesar de eu continuar sem associar personagens no começo).

Quem já leu ou já viu Jogos Vorazes, já imagina que o que vai encontrar. Quem não, já aviso: mortes. E são muitas delas! E elas vão te destruir, já te aviso. Fui ler já esperando uma carnificina, mas mesmo assim fiquei chocada com a primeira morte, que é com certeza uma das mais fortes, porque não estamos esperando por isso.

Algumas mortes são mais interessantes que outras. Não sei se foi intencional ou não... Se foi, o Koushun Takami foi genial. Analisando todas as mortes, parece que o escritor teve um cuidado maior com algumas, para deixá-las mais emblemáticas. São 42 alunos ao todo, e o objetivo do jogo é que todos se matem... Então é óbvio que a esmagadora maioria vai morrer, alguns de formas mais bobas, outras de formas mais elegantes. E gente... Algumas mortes DESTRUÍRAM meu coração.

[INÍCIO DO SPOILER]
Shinji, o grupo de meninas, a própria Yuko. O casal se suicidando. Todas elas foram bem fortes para mim. Não cheguei a chorar, mas o coração doeu viu. E meu Deus, chorei demais! Com a última morte! O autor me sacaneou demais, logo o meu queridinho.
[FIM DO SPOILER]

Apesar da quantidade de sangue derramado e da quantidade de páginas para chegar ao final, eu adorei o livro e com certeza recomendo para qualquer leitor que goste do gênero distopia. Mas fica o aviso que não é um livro leve!

Divirtam-se!


Nota:
10/10

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