Esta Sou Eu


Leia este texto ao som de
This is me - The Greatest Showman



Há sete bilhões de pessoas no mundo. Qualquer pessoa que entenda um pouco sobre probabilidade diria que as chances de ser único no mundo em qualquer aspecto que seja são minúsculas. Ainda assim minha adolescência não passou impune ao medo de ser diferente - não escapei do receio de não ser aceita pelo que era. Em uma pequena amostra social, onde éramos separados por pequenas diferenças, meu maior desejo era fazer parte de qualquer grupo que me quisesse...

Essa ânsia de fazer parte, de ser aceita, de ser igual me destruía todos os dias. Não suportava as risadas e as piadas e para evitá-las fingia ser qualquer outra coisa além de mim mesma. Mas não importava o quanto eu tentasse ser igual, jamais consegui - e jamais conseguiria.

Quando foi que a mágica aconteceu, não sei dizer, mas em algum momento entendi que ser diferente não é tão ruim - e que o problema não era comigo, mas com eles. A verdade é que ninguém é tão diferente assim - e ninguém é também tão igual. No universo de caos, somos ao mesmo tempo iguais e diferentes e é essa mágica contradição que nos torna único ao mesmo tempo em que somos comuns.

Não preciso ser extraordinária e apesar de muitas vezes desejar, também não preciso da aceitação de quem não é capaz de compreender a complexidade de quem sou. Tenho tantas pontas soltas e curvas que às vezes me perco me descobrindo. E está tudo bem. Ninguém é perfeito e não devemos buscar ser.

Não estou quebrada porque sou diferente. Não mereço menos. Não tenho medo. Tenho orgulho - e vontade de mostrar quem sou, essa somatória de meus defeitos e qualidades. Tenho em mim todas as cores do arco-iris e cada uma delas faz parte do que sou. Não posso ser diferente - e nem seria - pois cada cor em mim de orgulho grita.

Cada parcela de mim me exalta e diz...

Esta sou eu.



Esse texto foi escrito para o
Projeto Escrevendo Sem Medo - 2018


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