Resenha - Peter Pan, por J. M. Barrie

sexta-feira, abril 06, 2018


TÍTULO: Peter Pan
TÍTULO ORIGINAL: Peter Pan and Wendy
AUTOR: J. M. Barrie
EDITORA: Salamandra

Estranhas folhas de árvore no chão do quarto das crianças, um menino, vestido de folhas e de limo, que aparece subitamente... Bem que a intuição da senhora Darling lhe dizia que algo estava para acontecer. Logo, seus filhos estariam envolvidos numa incrível viagem à Terra do Nunca, onde os adultos não entram e de onde muitas crianças não voltam jamais!


Todas as crianças crescem – menos uma. É assim que começa essa fascinante aventura tão conhecida. A trama de Peter Pan não é surpresa para ninguém. Narrado em terceiro pessoa, o livro conta a história de Wendy Darling, filha mais velha da família Darling. Como toda criança, Wendy sonha com a Terra do Nunca, um universo de contos de fadas. Certa noite, encontra-se com Peter Pan, um garoto de sua idade que jamais crescia e que morava na Terra do Nunca. Peter vinha visitar a casa Wendy com frequência para escutar sua histórias.

Wendy é uma ótima contadora de histórias e Peter é apaixonado por elas - por isso ele decide levá-la para sua terra. Como pedido pela garota, Peter leva, ainda, os irmãos desta, João e Miguel. Ele os ensina a voar e os guia para fora de casa - para um lugar encantado.

Ao chegar na Terra do Nunca, os irmãos Darling conhecem os Meninos Perdidos, meninos que caíram do que carrinho de bebê quando a babá não estava olhando e foram mandados a Terra do Nunca e os piratas, adultos malignos que viviam atrás dos meninos perdidos. Entre todos malignos piratas, um era o pior de todos: o capitão Jamie Gancho, que tem certa obsessão por Peter e fará da visita dos irmãos Darling à Terra do Nunca uma aventura.

No meio deles, a pérola maior e mais negra dessas jóias tenebrosas, lá vem recostado o Capitão Gancho, Jamie Gancho (...) Todo mundo costuma dizer que ele é o único sujeito de quem até o diabo tem medo. (...) O capitão tem a cara morena e um ar cadavérico, com cabelo comprido penteado em cachos longos, que de longe parecem umas velas pretas – coisa que acaba dando uma expressão especialmente ameaçadora a um rosto que até poderia ser bonito. Tem os olhos azuis da cor de miosótis e um olhar triste e melancólico – a não ser quando está enfiando o gancho em alguém, porque nesse caso os olhos ficam vermelhos e se acedem horrivelmente.

Não há nenhuma surpresa no livro. Particularmente eu esperava algo mais no estilo de As Crônicas de Nárnia quanto a narrativa, mas minhas expectativas foram frustradas. Sempre fui apaixonada pelo Peter Pan, tanto pelo desenho da Disney quanto pelo filme de 2003 (com o lindo do Jeremy Sumpter), e pedi o livro no meu aniversário de 16 anos. Demorei anos para lê-lo, pois tinha medo de me decepcionar. Gostei do livro, mas realmente esperava muito mais. Foi o único livro que achei o filme melhor, pois, pasmem o filme é mais emocionante que o livro.

Durante a leitura, percebemos que, obviamente, o livro foi escrito para crianças. J. M. Barrie narra a trama como se estivesse conversando com os leitores, mas o faz de forma infantil e direta.
É esse o homem terrível que Peter Pan vai ter que enfrentar. Quem vencerá?
Mas esse não é o maior dos problemas. Diversas vezes o autor para a narração a fim de fazer divagações, que em geral tem a ver com o que está acontecendo, mas que não tem relevância alguma para a continuação da história. Esse talvez seja o motivo pelo qual o livro não foi tão bem avaliado por mim.

Ainda assim, é Peter Pan. Então, mesmo que o autor escreva como se falasse com crianças e quebre a narrativa freqüentemente, J. M. Barrie conta uma história tão fofa, tão bonita que te faz querer mais, como se você não soubesse o que vem depois. Apesar dos pesares, é uma das minhas recomendações de leituras para a vida. É sim uma boa leitura - é bem leve, então é uma boa pedida para se relaxar.


NOTA

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