A Vida de Emanuel

quarta-feira, março 07, 2018





Calçada branca ou rua dura
Na soleira ou na sarjeta
Com o carro do lado
E o rato do outro
Companheiros de bituca
De frente para o bar
Onde uns moleques jogavam sinuca
Ficava Emanuel dos Santos
Desavisado, desempregado e desesperado
Ao lado dos carros, dos ratos e dos cigarros
Que fumavam ao seu lado
Emanuel não era mala, mas tinha uma
Ele a usava de travesseiro; não tinha dinheiro
Se chegou com pouco, agora tinha menos
Se chegou com nada, tava devendo
Emanuel dos Santos era um sarnento,
Perdeu até o nome
Pra um poeta de renome
Que resolveu que dos Santos
Não valia tanto

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