Querida





Estive procurando
Por um nome ao qual lhe dar
Um nome pra te chamar
Uma voz a que escutar

Pensei que fosse a sombra,
a parte negra de mim mesmo
O rosto que não posso ver
Os olhos do entardecer

Mas percebi que não pode ser
Já que quando a noite cai
Você ainda está lá
Na imensidão escura
Desse abismo entre nós dois

Se pelo menos fosse a Lua...

Mas ao seu lado,
o Sol já não me distrai
Uma lâmpada no céu azul
Que atrai só moscas, e não a mim

Não, ao seu lado
Nada mais se via
Fossem Sol ou estrelas
Fosse a Lua ou um cometa
Você é a supernova
Contida num espasmo
O balanço da eternidade
No estalar da minha vida
A rima perfeita
Para toda poesia
Não sei mais do que chamá-la
senão querida.



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