Dança Urbana

by - segunda-feira, março 21, 2016





Quando se caminha por um tempo, se acaba dançando.
   Se você já andou em meio a uma multidão por algum tempo já deve ter notado isso, mesmo que não soubesse explicar exatamente o que era no momento.
   Falo no momento inexato em que os seus passos entram em um tipo de sincronia com os do resto do mundo. Não, sincronia não. Nem harmonia. Sinfonia. A cacofonia da Rua e da Mente tocando juntas, juntas num toque suave, numa batida violento, um delicioso paradoxo de ritmos.
   Todos acabam dançando a mesma Dança em algum momento, geralmente sem nem notar o que estão fazendo. Quando você passa a prever os passos da multidão e a multidão passa a prever os seus, quando o menor desvio é suficiente para evitar uma colisão, quando os dançarinos avançam o sinal, preparados para andar ou para correr, para avançar ou desviar.
   A Dança nunca muda. Ela é sempre diferente. É preciso aprende-la de novo toda vez que se dança, achar uma motivação a cada passo que se dá. A Dança é requintada e primordial.
   É a vontade humana de se mover.
   

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