Presas Afiadas



Quando o sol me escapa aos olhos
Quando a sombra na floresta se aquieta
Me lembro daquela história duvidosa
Entre um lobo e uma raposa

Enquanto rugia a tempestade
Ela fugia a todo passo
Com ele em seu encalço
Numa dança de trovões

Sem nunca olhar para trás
Ela sempre o via lá
Como a sombra do destino;
O fim do caminho

Quando o dente encontra a carne
E o sangue sente o ar
A raposa arqueia o torso
Rindo de chorar.



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