Pés no Chão



Quem nunca escutou que devemos ter sempre os “pés no chão”? E quem nunca teve a dúvida de até que ponto os “pés no chão” atrapalham os sonhos?
O psicólogo francês Jean-Yves Leloup compara as escolhas da vida a um labirinto, definindo como “o desejo que nos faz avançar e o medo que nos faz recuar”.
É exatamente isso. Quando a cabeça e o coração não entram em um acordo.
Em alguns momentos dei um salto tão grande que tive uma queda de igual altura e em outros fui cética demais e acabei desperdiçando oportunidades.
É preciso um grande autoconhecimento para não se perder nessa dualidade de avanço e recuo.
Em um momento da minha vida, estava um pouco angustiada achando que estava sonhando demais e uma grande amiga me disse “Quem tem essa capacidade pode adquirir o poder de criar condições de ação. O pior inimigo não é o sonho e sim, não acreditar e o medo é o verdadeiro capeta.”
Minha família é minha âncora, sempre tentando me manter com os pés no chão e me fazendo ir sempre pelo caminho mais certo.
É preciso, sem dúvidas, manter os pés no chão, porém, também é preciso tomar cuidado para que não se formem raízes e não saiamos do lugar. Ás vezes é necessário tirar os dois pés do chão para pularmos algum obstáculo.
Observe a maneira que andamos, quando damos nossos passos, um pé permanece no solo e o outro não. Um nos serve de base e o outro é responsável pelo próximo movimento, de ir pra frente.
Se não temos o passo, não saímos do lugar, mas se não temos o pé de base, caímos. Um apoia o outro com total cumplicidade. Se houver necessidade de avançar, o que está à frente comunica o outro, e se for preciso recuar, o pé de trás dará todo o apoio.
Cada avanço e recuo é um aprendizado, que ao longo do tempo irá nos orientar cada vez mais para um caminho tranquilo e sempre em frente.




Para Cléo, que há anos me ajuda a sonhar.


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