Vida

by - terça-feira, novembro 03, 2015



Começa na dor do rasgar do corpo no suor da angústia nos gritos de morte que chamam a vida. E no resplandecer das lágrimas o respirar se faz, acordando os sonhos que encontram na pele o cheiro da calma.

Vida que se manifesta na inocência da criança que brinca correndo em liberdade pelas ruas dos seus sonhos os encontros do destino em um céu arroxeado com pássaros azuis estrelas prateadas que encantam com seu brilho São vias de esperança nos olhos da criança, sinceros sem malícia que expressam a verdade conhecem a liberdade do mais profundo desejo são essas as certezas da vida que começa do futuro desejado.

Vida que prossegue, na rebeldia adolescente onde se fazem presentes os tropeços em lições a negação de si mesmo, no renunciar do desejo de aceitar o espelho da alma na tentativa fracassa de igualar -se à seus próprios sonhos. Num pensamento propenso que tudo é imediato, que não há o seguinte que paixão converte em tragédia a recusa de uma rédea, um sonho que é desfeito no pensamento imperfeito que a perfeição tenta alcançar em um breve respirar onde tudo é desfeito.

Vida que se renova no amor se é encontrada, com a calma maturidade que à faces duras é imposta e no ventre se faz a continuação da concretização do que já foi começado e o passado começa a ir passando apenas na lembrança, num filme chamado vida que em morte deixa saudades. Vida convertida em rugas marcas expressas de sofrimento e alegrias que se misturam em um conectar perfeito que na imperfeição se comunicam transformando a vida sem nexo em um propósito fixo. Que finda-se com o fechar dos olhos igualando maus e bons trancados em um mesmo som que se abrem em outros gritos.



Leia Também

0 comentários