O Bom, o Mau e o Tolo

by - domingo, novembro 29, 2015




Imagine uma corrente com três elos. O primeiro é o bom, o terceiro é o mau, o do meio é o tolo.
Antes, vamos especificar o termo “tolo”.
Segundo o dicionário, tolo significa “Desprovido de inteligência, que tende a ser ingênuo; simplório”.
Uma pessoa que faz o que não deve ser feito, que faz coisas sem pesar os prós e os contras, sem pensar.
Voltando para a corrente, em se tratando de identidade, o tolo é o que está no meio do caminho. Não que ele esteja no equilíbrio, ou o meio termo dos adjetivos, ele tem falta de identidade.
Quem nunca se referiu a uma pessoa como “boa” juntamente com reclamações de coisas que ela fez por falta de atenção, por falta de julgamento, de conhecimento, de sabedoria, de consciência?
Sim, a bondade com a tolice caminha para a maldade.
E quem nunca assistiu a desenhos animados onde o vilão da história é totalmente atrapalhado e não consegue seguir as ordens da banca? É um vilão quase bonzinho. Um tolo mau tende à bondade.
Não se trata de rotular pessoas, mas sim, de avaliar suas ações na busca de uma identidade pessoal.
Já fui magoada por pessoas boas e quando tentaram se desculpar usaram frases do tipo “não fiz por mal”, ou “não foi minha intenção”.
Sempre ouço a frase: “O inferno está cheio de pessoas bem intencionadas”.
A frase pode parecer um pouco radical, mas a verdade é que boas intenções não trazem felicidade. Nem a si mesmo e nem aos outros.
Ser feliz e fazer os outros felizes é uma questão, não só de sabedoria, mas de força. Se é preciso mudar, a mudança deve ser um compromisso assumido, pois não é fácil, é um processo longo, difícil e tortuoso.

E os tolos necessitam de muita força e também de perdão.


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