O Peso das Escolhas



Frequentemente comparo as escolhas do dia-a-dia com a fila de um restaurante por quilo.
Você entra sem expectativas, apenas com a vontade. Puro.
Prepara-se para tomar decisões que irão lhe satisfazer ou não nos próximos instantes.
Às vezes acha melhor aproveitar as oportunidades do momento, às vezes prefere esperar outras melhores.
Alguns pegam muita salada no começo da fila achando que talvez não tenham muitas opções de seu agrado, outros preferem esperar e começar pelas comidas quentes.
E ao longo do percurso você faz renúncias, já que o prato e seu estômago têm tamanhos limitados.
Se na vida escolhemos tudo o que nos é oferecido, podemos não dar conta posteriormente. O prato transborda, a conta fica cara e temos indigestão.
Em alguns momentos ficamos com fome, em outros deixamos restos, de vez em quando criamos expectativa com alguma opção, mas o gosto não nos agrada, achamos que algo que escolhemos é bom, mas pode não ser.
E será que sempre ficamos satisfeitos? Tudo está do nosso agrado? Nossas escolhas são 100% corretas?
No trajeto lotado de possibilidades da vida é preciso sabedoria para escolher as mais gostosas e que irão matar nossa fome de felicidade.
Mesmo que algumas nos tragam desgosto, é necessário que ao final consigamos desfrutar dos sabores das escolhas e nos orgulhar de nós mesmos.
Para partirmos do restaurante e da vida de barriga cheia.


Gostou? Leva um chorinho:
Eu crio.
Poemas, músicas, expectativas, desejos, motivos, eu me crio.
Eu crio e alimento.
Alimento minhas esperanças, meus sonhos, meus anseios, minhas ilusões, eu me alimento.
Eu crio, alimento e também mato.
Eu mato minha vontade, mato minha carência, minha fome, eu me mato.
Pra depois me refazer.



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