Quando Canta o Coração



Quando era criança ouvia a expressão “seguir o coração” e não entendia ao certo o que isso significava. Quando cheguei aos 20 e poucos anos, naturalmente a vida começou a ficar mais complexa e exigir mais de mim, consequentemente as incertezas e dúvidas ficaram constantes, quase diárias.
Como é inerente ao meu signo, aquarianos são naturalmente indecisos, porque têm múltiplas ideias e fazê-los escolher apenas uma é um martírio. Tomar decisões nunca foi meu forte, mas a caminho dos 30 a gente aprende a tentar, pelo menos.
Embora matematicamente uma opção seja a mais adequada, vista pela lógica e pela opinião geral, temos aquela que nos pende para um lado. E não sabemos por quê. É a hora em que o coração fala.
O coração não quer saber de cálculos, métodos, estatísticas, conselhos, experiências anteriores, previsões, nada disso. Ele não precisa de referências, é autodidata.
Mesmo que dê errado, quando ouvimos nosso coração nunca nos arrependemos. Dormimos com a certeza de que colocamos amor nas nossas ações e o que aconteceu é porque deveria ser assim. Caso contrário, viveremos com a eterna dúvida de que algo poderia ter acontecido se tivéssemos agido de outra maneira, da maneira como queríamos.
E o coração não fala, grita. O problema é que às vezes nossos ouvidos estão fechados por conselhos fúteis, barulhos internos e externos, gritos autoritários, expectativas, broncas, conceitos e preconceitos que se tornam uma barreira, nos impedindo de ouvir nossa voz interior.
Os “gritos” do coração são, na verdade, música. São agradáveis, estão em harmonia com a nossa vontade.
Por alguns instantes, faça silêncio, se observe e deixe o coração cantar.

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Eu nunca escolho as melhores pessoas para fazerem parte da minha vida, eu escolho aquelas em quem eu acredito.



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