Gente Jegue

Uma vez, ainda no segundo período da faculdade, meu professor começou a fazer uma série de questionamentos na sala e, divertido como só ele, acabou perguntando se tínhamos a "mente de jegue". Eu ri tanto nessa aula que, quando cheguei em casa, perto de três da manhã que é a hora que meu cérebro resolve criar as coisas, acabou saindo esse textinho cheio de graça, um presente para o meu professor que acabou rodando boa parte do meu curso na faculdade.





E na aula de linguagens
A pergunta me consome
Como pensa minha mente,
É de jegue ou de homem?

Professor fez a pergunta
Rimos todos sem saber
Se de jegue ou de gente
Nossa mente finda ser.

Lemos lá o exercício
Respondemos tudo em ordem
O que pensamos ser jegue
Foi confirmado que é homem.

Mas quem sabe não bastasse
Para isso afirmar,
Pois mesmo sendo de homem
Há os “jegues do pensar”.

Ô lugar mais esquisito
Esse que chamam de mundo,
Há homem que é feito jegue
Chamando o outro de burro.

Meu professor de linguagens
Esperto no seu pensar
Quis saber se jegue ou gente
Iríamos nos julgar.

Acabou no fim das contas
Que minha mente enrolou
E entre jegue, burro ou gente,
Nem sei mais o que eu sou.




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