O Tempo Bom Já Passou?




Uma vez no colegial, em uma aula de Literatura, o professor disse: O ser humano tem uma tendência a achar que o tempo bom foi o que já passou.
Na hora pensei ser uma grande verdade.
Lembro que quando estava no ginásio, olhava as criancinhas brincando no parquinho da escola e pensava: Eu era feliz e não sabia...
Depois fui para o colegial e via o pessoal do ginásio e pensava: Eu era feliz e não sabia...
Posteriormente, entrei para a faculdade e pensava a mesma coisa quando me lembrava do colegial.
Hoje, quando preciso ir à faculdade, seja pra pegar um livro ou tirar um xerox, lembro-me dos ótimos momentos que tive lá. Das correrias, dos amigos, dos professores, das conquistas.
Então comecei a me questionar: Os tempos bons já se foram? Hoje eu discordo do meu professor.
Penso que só conseguimos ver beleza naquilo que já está finalizado, no que já está concluído.
Um pintor, provavelmente, não vê beleza no seu quadro interminado. Um artesão, um escultor, com certeza não acham suas obras bonitas enquanto estão em andamento.
É preciso que estejam finalizadas para que eles possam parar e olhá-las. E só assim verão o quanto são belas.
O mesmo se aplica às épocas da nossa vida, nossos ciclos. Enquanto estamos vivendo-os, somos parte da obra interminada. Nunca conseguiríamos achá-la bonita. Quando o feito se conclui é que a beleza se revela.



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O rosto é o que primeiro vemos nas pessoas. O alvo principal do amor e o que mais desejamos. O amor idealiza, busca o rosto. Vê-lo, mas quer tocá-lo. Como quem não se contenta em ver uma árvore e quer abraçá-la. Como quem não se contenta em ver o mar e quer mergulhar.



2 comentários:

  1. Incrível! Por enquanto meu texto preferido. Lindo...

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  2. Incrível! Por enquanto meu texto preferido. Lindo...

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