Individualista

by - segunda-feira, agosto 31, 2015



O mergulho negro da alma cibernética
Tão fora de métrica, desacreditada
Da felicidade que lhe fora prometida
E nada cumprida, ainda esperada.

Dos fios da esperança à alma partida
Se prende em sua torre, seu refúgio onírico
E fecha os olhos à realidade insípida
Cruel e libertina em seu ver empírico.

Oh, morte! Tão bela, sombria, misteriosa
Lançada aos prazeres da carne que rasgo
Dama da noite, cruel, luxuriosa
Engole o espírito, noctívago engasgo.

Recusa o destino, a realidade
Tem na utopia a sua verdade
E emparedado reflete a vida
Que não participa, mas dela tem parte.

A ponte que liga a vida e a morte
Questão que incomoda o nefelibata
Que vive escondido na máscara forte
E tem no mistério a sua temática.
Romântico místico, rejeita a matéria
O espírito impera a ordem da vida
No símbolo de representante etérea
Loucura e morte são bem conhecidas.

O medo acompanha a palavra solta
Não mais o amor lhe entope o peito
Mas o não perfeito na morte, seu final,
Que na noite amada visita-lhe o leito.


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