A Coragem de Errar

by - domingo, julho 26, 2015


Algumas vezes calculamos a possibilidade de um feito dar certo ou errado, às vezes a probabilidade de errarmos é maior que de acertarmos. Mesmo assim somos teimosos conosco e queremos ir adiante.
Você percebe que esse possível erro lhe trará prazer momentâneo, aventura. Você não liga para o resultado, quer o risco.
Isso é errado? Intelectuais dirão que sim. Poetas chamarão de coragem.
A palavra “coragem” vem do latim coraticumcor significa “coração” e aticum,  se refere a “ação”. Logo, “coragem” significa agir com o coração. Esse significado dispensa argumentos.
O corajoso sabe que sua coragem tem consequências, ele sabe que pode passar por cima de coisas importantes e mais seguras, mas ele quer. E para os que têm coragem esse motivo é mais que suficiente para fazer algo.
Às vezes atribuímos coragem a atitudes em que corremos um risco físico – saltar de paraquedas, descer um rio de caiaque, nadar com tubarões; outras vezes a atitudes que desafiem nosso futuro profissional e o que a sociedade espera de nós, como largar um emprego estável para se dedicar mais à família ou fazer uma faculdade aos 50 anos.
Mas a coragem está principalmente nos detalhes. Assumir um erro, pedir desculpas, aceitar as próprias imperfeições e as dos outros, se declarar para alguém, amar e deixar ser amado, mostrar os talentos, dizer o que sente, correr atrás dos sonhos, chorar, sofrer, rir, não ter preconceitos, aceitar a vida apesar dos percalços.
Enquanto a sociedade tenta reprimir nossos desejos, o corajoso só quer ser feliz e agir com seu coração. Errando ou acertando.



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Meu quarto é minha mente. As prateleiras são meus pensamentos. Quanto mais prateleiras, mais lugares para colocar bagunça. Quanto mais pensamentos, mais dúvidas. Não há como juntar bagunça em um quarto sem armários, sem prateleiras, sem estantes. Assim como não há dúvidas em uma cabeça não pensante. Por isso eu medito, tento eliminar as prateleiras da mente.





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