O Tal "Dia dos Namorados"





12 de junho. Dia de Santo Antônio. Simpatia. Dia dos Namorados. Chamem como quiserem. Como eu sou do contra levo em consideração a data estrangeira (14 de fevereiro) e, mesmo assim, não dou a mínima, não apenas pelo fato de não ter um namorado (nem nunca ter tido), mas pelo fato do que essa data supostamente representa: a ilusão de um sentimento que as pessoas são incapazes de compreender. Não que eu seja perita em "amor" e relacionamentos, muito embora as vezes consiga entender a dinâmica de casais melhor que eles mesmos, mas porque não acredito no amor. Por isso, quando a proposta do blog foi usar a temática do dia dos namorados eu me senti incapaz de fazer qualquer coisa no gênero.
Sempre adorei romances, tanto em livros quanto em filmes, séries e, agora, em doramas e animes. A música que está no vídeo acima, que é de uma das minhas bandas favoritas, a banda do meu marido Jung Yong Hwa (e vejam que eu disse MEU! U.U), é exatamente a verdade dos relacionamentos reais, é sempre assim que acaba, não sei como é o espanhol de vocês (espero que melhor que o meu), mas na vida real a dinâmica do tal "amor" fantasiado por todos, no geral mais pelas meninas que pelos carinhas, é que você sempre vai se apaixonar por um cara que não vai saber o que fazer com o que você sente e vai acabar te machucando pra caramba, daí você vai encontrar um guri que se sente confortável e mesmo sem esquecer o carinha que gosta vai se dar uma chance de "ser feliz", e aí o resultado vai ser essa música aí de cima, é tipo o tal "só dá valor quando perde". E isso sendo uma pessoa bem otimista, porque o que eu vejo nos relacionamentos de hoje é basicamente sexo, uma busca inútil por perfeição e uma hipocrisia ENORME com relação a aparência, personalidade e inteligência. Os relacionamentos estão fundamentados em um vazio sem tamanho de quereres, mas com sentimentos tão supérfluos que se você acha um casal em cada 100 com um sentimento verdadeiro ergue as mãos e canta hallelujah!
Eu tenho 25 anos (incompletos, mas faço mês que vem, então tá valendo) e nunca tive um namorado, detesto essa coisa de "ficante", na minha opinião um namoro já é problemático e é um compromisso, que dirá essa tal coisa de "ficar" que é descompromissada. Maldita hora que isso entrou em moda. Prefiro viver dos meus amores platônicos, tipo o Jung Yong-hwa, o Baek Hyung ou o Kim Hyun Joong, ainda o Jace, o Ben, o Adam, o Bernardo ou qualquer outro personagem de livro gracinha *U*, dessa forma, o sofrimento é real, mas menor. Afinal, você sofre só pelo que não pode alcançar e essa é talvez a graça dos amores platônicos, você sofre porque não pode tê-los, acho esse tipo de dor (e olhe que eu sou familiarizada com todos os tipos de dor emocional, físicas não, graças a Deus! E espero continuar assim.) mais tolerável do que ter seu coração brutalmente espancado por alguém que você comete a estupidez de dar embrulhado num papel celofane com lacinho vermelho. Pra acabar como na história dessa música La La La. Se teve algo que aprendi com os K-Dramas, foi que a garota sempre vai escolher o cara errado (não importam o que digam, a Jan Di tinha de ter ficado com o Ji Hoo U.U, garota retarda, véi.) e na vida real não é diferente, as pessoas tem tendência a gostar apenas de quem vai feri-las e não de quem é capaz de fazê-las felizes. Por isso que eu não consigo acreditar nessa tal coisa do amor, é tão supervalorizado, no papel ele é lindo e sempre funciona, mas na vida real não existe, porque a vida real não pode ser digitada nem controlada com tinta. A vida real é fria e sem cor. Na vida real você fica uma hora esperando o telefone tocar, esperando um pedido de desculpas que nunca vem, tentando se convencer que ele realmente não ficou com "ela" nas suas costas, ou que ele não foi pr'aquela festa que te disse que não ia. Eu escuto isso quase sempre, por horas a fio, de brigas de amiga e de pedidos de amigos pra "falar com ela". Acho que vou virar terapeuta de casal. Me recuso terminantemente a fazer esse papel ridículo.
Quando me perguntam como eu consegui ficar sozinha tanto tempo eu costumo responder que me apaixonei milhões de vezes a cada livro que abri, a cada música que ouvi e a cada vez que as páginas em minhas mãos e os fones em meus ouvidos me ajudaram a ignorar o mundo. Pude viver mil amores e nunca ter meu coração partido. Não preciso de um garoto para sobreviver desde que eu continue tendo livros, um par de fones de ouvidos que funcionem, músicas boas e coreanos lindos para amar de longe. Porque talvez, ache que o amor seja como as estrelas, pelo menos para mim, algo feito para se idealizar, para acreditar que brilha, mas que na verdade nada mais é que uma fachada ilusória de algo feito de gás que evapora e se apaga tão fácil quanto apareceu, ou explode sem sequer que saibamos que um dia existiu.



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