A Carta de Amor

by - sexta-feira, junho 12, 2015





Algum dia de Abril de um bom ano.

Querido,
Não consegui partir...
E eis-me aqui apenas para uma última mensagem.
Deveras, já houvera percebido que tal fato era verdade, mas não tanto quanto antes. Nós, seres humanos falhos, temos uma certeza mania de buscar pelo que não nos pertence. Eu, como um bom ser humano curioso, busquei pelo o que sabe se lá e achei a flecha que me atingiu em cheio.
O calafrio nasceu nas plantas dos pés, subiu pelas costas... e tudo se remexeu. O coração flechado pediu uma música e eu o agraciei com uma doce melodia. As lágrimas estavam lentas, porém em abundância. Cálidas. As mãos foram atingidas pela sentimentalidade: tremeram. Eu dizia a mim que tudo ficaria bem. Eu, talvez, não tenha motivos para tanto, mas eu fora atingindo de maneira descontrolada.
Fora apenas mais uma vez. Contudo, não é isso que interessa. Estive sempre presente como um esteio, em pé, calado, mas lá.
Aprendendo a viver e te ver.
E vê-los.
Não me fará diferença agora.
Só me fiz pensar no que é amar, e amar não eu ficar triste e provando do pranto enquanto aquele que amo está bem. O amor verdadeiro, liberta. E está presente mesmo que na simples lembrança de um abraço. Ou de uma presença. E nesta manhã, na qual vejo os primeiros raios do sol, os quais me inspiraram para escrever, eu venho desejar-te toda a felicidade que se é possível ter.
Eu espero que dele venha o mesmo, ou até melhor, amor que almejara dar-te. E que seus olhos estejam sempre em ti. Onde na vida dele sejas a priori. Que vejam pássaros, que ouçam o mar, que sintam o vento, ao caminhar. Que sejam cúmplices. Por te amar é que venho: desejar tudo de bom, quem diz é o meu coração depois da emoção. E o que é o amor senão ter a felicidade do amado em primeiro lugar? E a eu tenho. Ficarei bem ao saber que estás; feliz ao saber que estás; viverei ao saber que estás. Então esteja. Pois, quero estar.

As lágrimas junto e de dou um buquê,

Fulano de tal;


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