Imensidão Negra




Doce agonia que agora me envolve,

tão pálida e trêmula que mal consigo me por de pé...

entreguei-me ao abandono e agora

em uma imensidão negra me pego lamentando

o cruel destino

que tirou-me o último rastro de alegria da alma...

e para onde eu vou sem ninguém para

me salvar de mim mesma?



Andando com as sombras do inexistente

eu vou deixando as lágrimas pelo caminho

assim como as lembranças e todos os sentimentos

que agora não mais me pertencem;



Como me destrói toda essa escuridão na qual caio a cada dia,

consumindo meu ser, sangrando meu coração;



Eu posso sentir a noite surgindo e me separando da vida

se eu apenas soubesse como me colocar a parte

e eu me congelei dentro de mim mesma e

me afastei de tudo, agora eu sangro e não respiro mais...

ouvindo Longas palavras perdidas,

sussurradas lentamente para mim...



Ainda não consigo descobrir o que me mantém aqui,

gélida, sem vida...

presa no som do meu grito, lentamente vou me esvaindo...

e a calma silenciosa descansa ao meu lado, quando enfim...

as trevas vencem, e eu me deixo levar no vazio infinito....




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